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26/06/2013

Drogas: Problema de saúde pública

Chapecó – Todos os entrevistados pela RedeComSC concordam: as drogas são um problema de saúde pública. Tanto quem lida com adolescentes ou adultos, quanto com prevenção, tratamento e/ou repressão neste “mundo”, pensa parecido.

Foto: Reprodução/RedeComSC

“É uma questão de saúde pública porque o Estado tem um custo alto por causa das drogas”, afirma o delegado de Polícia Civil, Ronaldo Moretto. “É saúde pública que precisa de políticas públicas para ser tratada”, complementa a coordenadora Conselho Tutelar de Chapecó, Marloiva Goulart.

O problema está exposto em números. No ano de 2011, a Previdência Social gastou R$ 107,5 milhões com afastamentos do trabalho por dependência de drogas. Ao todo, 124.947 trabalhadores receberam auxílio-doença no País em razão do uso de produtos ilícitos, como o crack, e lícitos, como o álcool. 

Quando os números de auxílios por dependência são comparados ao número da população de cada estado, Santa Catarina tem um afastamento a cada 469 habitantes e o Rio Grande do Sul tem um afastamento para cada 638 habitantes. Os Estados estão em primeiro e segundo lugar, respectivamente, no número de afastamentos do País. Os dados foram repassados pela Previdência Social e publicados pela Procuradoria-Geral do Rio Grande do Sul.

O auxílio

A chapecoense Amanda, entrevistada ontem pela RedeComSC, recebe o auxílio-doença. Ela perdeu o emprego por causa do vício no álcool e faz tratamento no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) de Chapecó. É o dinheiro que também a auxilia a se manter no tratamento, já que ela não tem outra fonte de renda.

Segundo dados da Previdência Social, o auxílio-doença varia de acordo com a contribuição previdenciária. Pode ser de um salário mínimo, R$ 678, a cerca de R$ 4 mil. Para ter acesso a ele, no caso da dependência, a pessoa precisa de autorização de uma perícia médica e precisa apresentar laudos e exames que comprovem a dependência química.

As opções para tratar o(s) problema(s)

Para o doutor em Políticas Públicas, George Felipe de Lima Dantas, as possíveis soluções para o problema ‘drogas’ passa por várias frentes. “Informação e programas educativos para a população em geral, internação para os usuários e mais repressão nas fronteiras e no transporte.”

Já para frear a entrada de drogas no Brasil, segundo o também professor, é praticamente necessário declarar guerra com outros países. “Metade da cocaína vem da Bolívia, e entre Brasil e Bolívia, existe uma boa relação. Então, esta é uma questão de relações internacionais também.”

Uma pesquisa realizada em 2010 pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), intitulada “O Crack nos Municípios brasileiros”, afirma que a principal estratégia para o acolhimento e tratamento dos portadores de transtornos mentais, no qual estão incluídos os usuário de drogas, são os Cetros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Por outro lado, a pesquisa apontou também que apenas 14,78% dos municípios do Estado tem alguma unidade do CAPS. “O que confirma que a estruturas físicas existentes e a disponibilidade de serviços é insuficiente para atender as demandas”, conclui a pesquisa.

No caso de Chapecó, existem três CAPS, para tratamento de usuários de álcool e drogas, outro que cuida das crianças e adolescentes, e um terceiro para transtornos mentais. Este será o assunto de amanhã da campanha “Drogas, jamais!”.

Além dos CAPS, o problema no âmbito da saúde pública também tem sido tratado com internação e as comunidades terapêuticas. Estes serão os assuntos ainda desta semana durante a série de reportagens.


 

Tags: drogas, saúde, pública, Chapecó, auxílio, tratamento, dependência química

 

 

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brunaaah escreveu em 09/03/14 17:16:

 
Muito obrigado, isso me ajudou muito para a minha redação.
Muito bomm
 

 

 

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